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Um ancião descansava num barco de madeira à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel.

- Bom dia, meu amigo!

- Bom dia!

- O senhor mora aqui?

- Sim, há muitos anos…

- Estarei vindo de mudança para cá e gostaria de saber como é o povo daqui.

- Deixe-me perguntar-lhes uma coisa primeiro, como são as pessoas lá da sua cidade?

- Ah! De onde venho o povo é gente boa, fraterna. Fiz muito amigos. Só estou saindo de lá por imperativos da profissão.

- O senhor é um homem de sorte, meu filho. Esta cidade é exatamente igual a sua. Vai gostar daqui!

-O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e tem a mesma conversa com o ancião. O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:

- Como são as pessoas lá da sua cidade?

- Horríveis! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar!

- Sinto muito, filho, você está sem sorte, pois aqui encontrará exatamente o mesmo ambiente.

Um rapaz, que a tudo assistiu, não se conteve:

- Senhor, não pude deixar de ouvir as duas conversas… como pode responder à mesma pergunta com duas respostas tão diferentes uma da outra?

- Nós vemos e julgamos o mundo a partir da nossa própria ótica, a partir  do que nós mesmos somos.

Uma pessoas fofoqueira, por exemplo, de imediato enxergará todos os fofoqueiros da cidade; uma pessoa agressiva, de imediato enxergará todos os agressivos deste lugar.

O primeiro homem enxergará as pessoas boas e fraternas deste lugar; o outro, bem enxergará os orgulhosos, os preconceituosos e as arrogantes.

A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.

Se o colorido para os nossos dias somos nós quem damos, ainda estou preferindo manter o cinza longe da minha escala de cores…

Desejo uma semana iluminada!!!

Com carinho,

Um grande incêndio atingiu uma floresta repleta de animais. Todos puseram-se a fugir.

Todos menos o Beija-Flor, que optou por fazer algo diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo.
A águia, intrigada, perguntou:
– Ô bichinho, achas que vais apagar o incêndio sozinho com estas gotas?
– Sozinho, sei que não vou – respondeu o Beija-Flor – mas estou a fazer a minha parte.
Envergonhada, a águia chamou os outros pássaros e, juntos, todos entraram na luta contra o incêndio.
Vendo isto, os elefantes venceram seu medo e, enchendo suas trombas com água, também corriam para ajudar.
Os macacos pegaram cascas de nozes para carregar água.
No fim, todos os animais, cada um de seu jeito, acharam maneiras de colaborar na luta.
Pouco a pouco, o fogo começou a se debilitar quando, de repente, o Ser Celestial da Floresta, admirando a bravura destes bichinhos e comovido, enviou uma chuva que apagou de vez o incêndio e refrescou todos os animais, já tão cansados, mas felizes.

Que possamos ter a coragem de fazer a nossa parte e a solidariedade de trabalhar sempre em equipe. Por que juntos somos sempre mais fortes…

E quando esgotamos o que podemos fazer, O Ser Celestial fará o que estiver além de nossas possibilidades e nos trará a vitória, alívio e conforto.

Desejo uma semana de muita paz!!!

Com carinho,

Um Mestre contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu significado.
– Mestre, – perguntou um deles, certo dia – tu contas-nos contos mas nunca nos explicas o que significam.
– As minhas desculpas. – disse o Mestre – Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
– Obrigado, Mestre – disse o discípulo, comovido.
– Mais ainda: como prova do meu afeto, quero descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
– Sim, muito obrigado. – disse o discípulo.
– E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
– Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, Mestre…
– Não é um abuso, quero apenas agradar-te. Permite-me também que mastigue o pêssego antes de te oferecer?
– Não, Mestre! Não gostaria que fizesses isso! – queixou-se o discípulo, surpreendido.
O Mestre fez uma pausa e disse:
– Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos de comer uma fruta mastigada.

Algumas pessoas querem que expliquemos tudo, façamos todo o trabalho, entreguemos o prato-feito, as fruta já mastigada… Elas não sabem o que pedem e não entendem que estamos dando a elas a oportunidade de sentir o gosto da vida!
(Carlos Hilsdorf)

Desejo uma semana iluminada!!!

Com carinho,

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