Certa tarde, um paizão saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos.
Em determinado momento da caminhada a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.
O pai respondeu que estava também muito fatigado e, diante da resposta, a garotinha começou a choramingar e fazer “corpo mole”.
Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou à filha dizendo:
- Olhe aqui um cavalinho, filha!
Ele vai ajudar você a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros.
Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazer as menina parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Helena.
O pai riu e respondeu dizendo:
- Assim é a vida, minha filha. Às vezes, a gente está fisicamente e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar. Mas, encontramos então um “cavalinho” qualquer que nos dá ânimo outra vez.
Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção…
Assim, quando você se sentir cansada ou desanimada, lembre-se de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca se deixe levar pela preguiça ou o desânimo.
Procure conviver entre pessoas que te ensinem a caminhar entre as estrelas.
Porém, quando encontrar a luz, não a negue aos que ainda estão buscando…
Nunca desanime!
09/02/2009 por Luciana Schiavo
Vamos observar os girassóis!
02/02/2009 por Luciana Schiavo
Nossos olhos são seletivos, nós “focalizamos” o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!
Você já reparou como é fácil ficar baixo astral?
Baixo astral porque está chovendo, porque tem conta a pagar, porque não tem exatamente o dinheiro ou a aparência que gostaria de ter, porque ainda não encontrou o amor da sua vida, porque a pessoa que você quer não te quer, porque… porque…porque…
É claro que tem hora que a gente não está bem.
Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que é assim: o girassol.
O girassol se volta para onde o sol estiver.
Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem.
Nós temos de aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.
Temos de treinar para ser girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Precisamos:
Apreciar o amor que alguém em um determinado momento dirige a você.
Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.
Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora.
Apreciar a festa, a alegria, o sorriso.
E se o mau humor voltar que volte também a lembrança dos girassóis.
Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom haja nele e retenha isto dentro de você.
É este o segredo de uma vida melhor.
Mensagem para a minha avó
26/01/2009 por Luciana Schiavo
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda…
De flor quando ri…
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande…
Sem agenda…
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça, lambuzando o queixo de sorvete, melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende a ver.
Tem gente que tem aconchego do colo de Deus, de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que só alguns são invisíveis.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem luz das estrelas que Deus acendeu no céu.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria, recebendo um buquê de carinhos, abraçando um filhote de urso panda.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que as gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também tem cheiro…
Minha avó era alguém assim.
Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores.
A minha, foi uma delas.
E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou.
Encantos e paixões e tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada se vestiu de Maria…
Homenagem à minha avó que partiu ontem…

